Laços

 

“Os elos mais fortes, são os que firmamos com o coração”

 

- Que coisa linda! O maior trabalhador da história da Inglaterra.

A mão de Harry desceu com força no ombro direito de Rony e ele deu um pulo devido ao susto. Estava tão concentrado estudando as novas plantas do Hotel Royal Malfoy II que não viu o amigo chegar.

- Porra Harry! Que susto!

Harry gargalhou jogando-se na cadeira ao lado, esticando as pernas e suspendendo-as na mesa.

- Ei! Ei! Devagar ai! Não posso perder estes dados.

Rony soltou os papeis que estavam sobre a outra escrivaninha e correu para salvar alguns papeis debaixo dos pés do amigo.

- Calma. Que cara estressado. Seus papeis estão em boa companhia, são um par de italianos caríssimos.

- Grande merda.

Se alguém visse aquele dialogo, não acreditaria que um mero empregado da Shacklebolt Building estava mesmo falando com o poderoso Harry James Potter daquele jeito. Ninguém também nunca havia visto o grande empresário tão relaxado e sorridente.

Aquele era um raro momento em que Harry despia a mascara e gangster e podia ser ele mesmo. Com o amigo Rony Weasley.

- Este é o projeto Malfoy?

Rony o encarou com os olhos estreitos.

- Nem vem. Amigos, amigos, negócios a parte. Isso aqui é algo que você não conhece seu playboy safado, chama-se trabalho. Não vou te mostrar o projeto dos Malfoy.

Harry deu outra risada.

- Não precisa. Ganho o que quiser deste velho idiota com a mão nas costas. Fora isso não estou pensando em construir um hotel no momento. Penso em algo maior. E é obvio que é você quem vai realizar meu projeto e mesmo que você não admita eu sei que sendo para mim, você vai fazer melhor do que nunca.

Rony riu.

- Você é realmente um cara muito folgado sabia Potter?

- Sempre soube.

- E você sabia que isso aqui é meu trabalho e que ao contrario de você, eu realmente não posso fazer... – ele apontou os pés de Harry na mesa – Isso.

- Mas eu posso.

Ele revidou com um sorriso cruel.

- Harry, eu to falando sério...

- Um minuto.

Ele suspendeu o dedo, pedindo um tempo quando o celular começou a tocar. Atendeu e pôs no viva voz. Depois sibilou um “Olha isso” como um moleque folgado.

- Potter.

- Harry...  – Uma voz melosa soou do outro lado do telefone e Rony rolou os olhos – Querido que saudade.

- Ah...Oi... e ai...gatinha?

Ele fazia uma careta a cada palavra.

- Estou com muita saudade de você meu querido, quando vamos nos ver?

- Ah...bom...Não sei...eu ando meio ocupado, sabe como é né? Muito trabalho...Mas a gente marca algo.

- Claro que sim. Eu não vou atrapalhar você. Você está sozinho não está?

Rony fez uma careta e Harry levou a mão à boca para não rir.

- Claro.

- então diz meu nome daquele jeito tigrão, diz...diz daquele jeitinho que eu sou gostosa...

Desta vez foi Rony que colocou a mão na boca pra não rir quando Harry fez careta.

- Porra... – ele sibilou baixo. – Ah...eu...você é... muito gostosa...Parvati...

- Parvati? – A voz da mulher mudou completamente e Harry bateu na testa como se ele houvesse sorteado algum nome e o sorteio dera errado – Meu nome é Ângela, Harry.

- Ah... certo. Ângela, que seja.

- Como assim? Quem é Parvati, Harry?

- A gente se vê Angie.

Ele disse isso e desligou o telefone.

- Cara, odeio mulher histérica. Eu devia está muito bêbado pra ter dado meu telefone. Vou ter que bloquear esse número. – ele parecia falar para si mesmo, então em seguida olhou para Rony. – Onde estávamos mesmo?

Rony o encarou lívido.

- Na parte em que eu digo que você é um cafajeste?

- Talvez.

- Por que você chamou a mulher de Parvati? Se não sabia o nome dela?

- Ah sei lá. Acho que foi a ultima com quem sai, o nome veio. Mas quem se importa? Vamos dar uma volta?

- Harry, eu não sei se você percebeu, mas eu estou trabalhando.

- Trabalhando? O que é isso uma nova palavra no dicionário?

Harry riu e Rony fez careta.

- Você é um cínico, e o único que ri destas piadas sem graça.

- Ah vamos lá Rony, olha ai, o dia está lindo. Ninguém merece ficar preso na gravata, com este monte de merda dos Malfoy. No fim você sempre consegue.

- Harry eu to falando sério. Não posso elaborar um projeto assim, sem bases. Eu realmente preciso me concentrar.

- Que saco. – Harry tirou as pernas de cima da cadeira.

- Harry é sério, você vai acabar destruindo alguma coisa. Tira seus sapatos de couro italiano caro do contrato dos Malfoy.

Harry levantou-se da cadeira que estava e começou a perambular pelo escritório, remexendo nos objetos dispostos nas prateleiras, o barulho da porta abrindo chamou a atenção deles.

- Weasley!

Cormack McLaggen acabara de entrar na sala, segurando plantas e papeis do projeto em que Rony estava envolvido.

- Você pode me explicar o que é isso aqui?

Ele jogou os papeis em cima da mesa e puxou as mangas da camisa listrada, verde berrantes que usava. Harry recostou-se no armário, não havia sido notado por Cormack.

Rony se aproximou, com uma carranca e observou por cima de que papeis se tratavam e o encarou.

- São os papeis do projeto Potter, estas são as primeiras plantas que desenhei, mas elas vão passar por uma reforma claro. E quando aos curtos, Harry Potter foi bem claro que...

- Não estou falando de porcaria de custo Weasley! – ele esbravejou – Pra quem pensa que trabalha? Uma comitiva de operários. Isto é uma construtora! A maior construtora desta porra de cidade! Eu estou falando de desacato!

Rony o encarou, com os punhos fechados embaixo da mesa. Cormack McLaggen não passava de um mauricinho desocupado, que se valia da posição de sobrinho do patrão. Não tinha qualquer formação relevante para exercer qualquer cargo na empresa e fazia vezes de modelo. Mas hora ou outra gostava de bancar o diretor e seu alvo sempre era Rony.

- desacato?

- Claro que sim! Deixei bem claro que queria você fora de qualquer planejamento ou projeto que envolvesse o Potter. Nós temos conta com as duas empresas, Potter e Malfoy e elas são rivais. Não há cabimento em ter o mesmo arquiteto nas duas obras. Qualquer diferencial e é motivo para um processo. Será que você não entende essa merda?

- Eu não trabalho fazendo diferença entre clientes. Vou trabalhar para o Potter com o mesmo empenho que o farei para  Malfoy. Isso é descabido.

- Foda-se o que você acha Weasley. Você esta fora da conta Potter! Me entendeu?

- Escuta aqui mauricinho...

Mas a discussão foi interrompida por uma voz mais alta. A de Harry.

- Trabalha pra minha empresa, quem eu desejo contratar McLaggen.

Cormack virou tão branco quanto um fantasma para encarar Harry.

- Eu pessoalmente requisitei os serviços de Ronald Weasley, que por sinal, é o melhor arquiteto da sua grande empresa nesta porra de cidade. Não me importo pra quem ele trabalha por que eu sei que ele fará um serviço de qualidade. Se o Malfoy tiver problema com isso, foda-se ele. Troque de arquiteto, o que eu duvido que ele vá fazer.

- Senhor...Potter... – Cormack balbuciou tremulo pelo susto – O senhor...esta aqui...

- Ah não, claro que não estou, isso é uma ilusão criada pelo seu subconsciente doente. Se Ronald weasley estiver fora da Conta Potter, a conta Potter estará fora da Shacklebolt Building. Eu fui claro?

- Senhor...é que...não é ético...

- Foda-se! Eu não trabalho com ética, McLaggen, eu não sou medico nem padre. Eu trabalho com resultados. Eu não cheguei onde cheguei filosofando como Sócrates, eu cheguei aqui jogando e só jogo com os melhores. Aliás o que você tem com as contas da empresa, até onde eu sei Remo Lupin é o diretor geral.

- Eu...eu sou...herdeiro...

Harry gargalhou.

- Ah claro, o herdeiro que vai foder com anos de trabalho suado quando Quim bater as botas certo? Você não sabe nada nem entende nada seu pivete. Quim sabe que você anda destratando o melhor arquiteto dele? Sabe que eu posso conseguir uma vaga para Ronald em qualquer construtora que ele queira não é?

- Sr Potter, o senhor não esta entendendo o ponto...

- Não estou, nem quero. Eu quero é que você vá La mostrar esse seu rostinho de boneca, que é o que sabe fazer e pare de atrapalhar a minha reunião e o meu projeto.

Cormack ainda ensaiou algo para dizer, mas no ultimo minuto escolheu ficar calado, apenas assentiu duramente e se retirou da sala.

Harry manteve os olhos nele, duros, intensos, ate ele fechar a porta. No instante seguinte, Rony e ele gargalharam até o ar faltar.

- Cara, você é muito cínico. – Rony disse quase sem ar – Tem noção de que ele realmente vai herdar isso aqui?

- Grande merda, e bem, antes dele herdar, eu compro esse negocio todo pra você.

Rony fez uma careta de desagregado.

Harry circundou sua mesa e começou a remexer nos objetos.

- Isso...é de má qualidade. Sabe uma coisa que se aprende na periferia e nos becos imundos de Londres? a valorizar o que é bom. Eu não consigo trabalhar com coisa de má qualidade, Quim é muito pão duro.

Rony continuou do outro lado da mesa, organizando os papeis que Cormack havia espalhado enquanto Harry falava.

- Você merece mais do que isso aqui Rony, sabe disso não é? Eu posso te ajudar, posso ajudá-lo a ser mais do que isso tudo aqui.

Rony parou de mexer nos papeis e encarou Harry.

- Já falamos sobre isso, Harry.

- Não, não falamos. Eu falo, você nega. Eu já disse que tenho dinheiro de sobra pra isso, e também já disse que você tem potencial para ser...

- Não Harry, não é sobre isso que estamos falando. Não estamos falando de eu ser um gênio, o que não sou, ou você ter mais dinheiro do que lugar para guardar. Estamos falando sobre uma divida que você acha que tem, mas não tem.

- Não é isso.

- Sim é. Desde aquele dia em que eu te tirei daquele bar, você tenta encontrar um meio de me pagar pela vida que acha que eu salvei, mas não foi assim. Eu até posso ter salvo você. Ok, mas isso não significa que você tenha que me pagar.

- Não estou tentando pagar você por isso. Não se trata de dever Rony. Se trata de reconhecer que você merece isso. Não foi algo tão simples como tirar uma pessoa do perigo. Foi você, se arriscar, contra seis homens estranhos e armados, para tirar o que você achava que era um mendigo, de dentro daquele bar vivo.

Rony sentou expirando alto.

- Harry...

- Você nem sabia quem eu era cara. Você nem sabia que eu tinha todo esse dinheiro. Você fez o que fez sem nem ao menos achar que ganharia nada em troca. Você tem noção que poderia ter morrido por nada e que não existem pessoas assim?

- Você exagera tudo Harry. Sempre foi assim. Eu só fiz, o que qualquer um faria.

- Discordo totalmente, mas você é o cara mais teimoso da face da terra.

- Não quero seu dinheiro.

- Não estou te dando dinheiro Rony, estou oferecendo sociedade. É um negocio rentável, você tem total capacidade de administrar e eu vou ganhar dinheiro sentado, é bom pros dois lados. Eu invisto e você se livra do McLaggen. É um negocio e não uma doação.

- Me diga uma coisa. Em outra circunstancia qualquer, suponha que você acabou de me conhecer e conhece meu trabalho. Se fosse dessa forma você me proporia sociedade?

Harry abriu a boca para argumentar, mas ao disse nada.

- Viu? Em todo caso, é sobre essa maldita divida, uma divida que eu não quero que você tenha. Ganhei sua amizade Harry, embora você não seja o melhor exemplo do mundo estou contente com ela. Não quero mais nada além disso.

Harry bufou e soltou os papeis que estava remexendo na mesa. Ele tinha algumas manias, e esta era uma delas, não conseguia manter uma conversa sem remexer algum objeto.

- Deveria ao menos ter uma bebida que prestasse aqui. – ele sentou e abriu as gavetas de Rony uma por uma – tem um chocolate? Cigarro? – Rony olhou de lado para ele. - Nada? Porra isso aqui é o que? Um monastério? Opa!

Harry parou de falar de repente e arrastou a cadeira um pouco mais para trás enquanto levantava uma folha com um desenho feito a mão.

 

 

 

- Wow! Quem é a gostosa? - Ele virou a folha e atrás estava escrito “Jane”.  – Jane? Aquela Jane?

Rony não havia prestado atenção ao que Harry dizia até ouvir aquele nome. Então ele ergueu a cabeça com pressa e viu o desenho nas mãos de Harry.

- Esta é aquela Jane do Reveillon?

- Me dá isso Harry.

- É ela? – Harry continuou sem dar atenção a súbita palidez que atingiu o rosto de Rony. – Ela é linda assim mesmo ou você ta usando demais a imaginação?

- Harry me dá...

- Fala cara.

- É só um desenho.

- Não, não é. É um desenho, por sinal muito foda, de uma mulher muito linda, com quem por acaso você transou há 3 anos atrás e...

- Quatro. – Rony o interrompeu.

- O que?

- Quatro anos atrás e isso não tem nada haver, eu apenas fiz um desenho.

- Vamos lá Rony. Você já levou dezenas de mulheres para a cama, Por que não fez um da Lilá? Por que um desenho logo dela? Medo de esquecer o rosto?

- Vai se foder Harry.

- Ei, calma cara. Não precisa ficar nervoso.

Rony puxou o desenho da mão de Harry e se afastou dando-lhe as costas.

- Não quero falar sobre isso.

- Ah deixa de frescura Rony.

- É sério. É serio Harry. Não quero falar.

- Ok. Você quem sabe então. – ele deu de ombros. – Mas e ai, vai comigo ou não?

- Eu não vou me livrar de você se não for não é?

Ele abriu um sorriso.

- Não mesmo.

- Eu não posso demorar Harry.

- Não vai. – ele disse dando leves tapas no ombro de Rony, enquanto este guardava o desenho numa gaveta chaveada.

- Eu to falando sério. Eu ainda preciso trabalhar.

- Só um drinque prometo.

- Ok vamos lá.

 

...

 

Filial da Shacklebolt building em Leeds.

-         Granger. – Ela atendeu no Segundo toque do telephone.

-         Hermione. O senhor Crouch deseja falar com você.

-         Comigo? Porque?

-         Não faço idéia. Ele apenas mandou te chamar.

-         Ok, Anne, eu estou indo.

Hermione fechou a revista que estava folheando e colocou-a em cima da mesa. Crouch era um homem muito respeitado dentro daquela empresa e raramente mandava chamar um empregado para tratar de um assunto. Normalmente tratava de tudo em reuniões. Devia ser muito sério.

Saiu apressada em direção ao elevador, não queria deixá-lo esperando muito tempo. Era uma desvantagem trabalhar no penúltimo andar do prédio.

- Hermione Granger! – Bartô Crouch a saudou com bom humor e ela relaxou. Poderia ser sério, mas não era ruim. Nunca era ruim quando um homem como Crouch sorria. Até por que era raro ele sorrir.

- Bom dia Sr Crouch. Em que posso ajudá-lo?

- Sente-se, sente-se. Tenho dois assuntos de extrema importância para tratar com você. Numero um. Soube que se divorciou a pouco certo?

Hermione corou de leve e assentiu.

- Soube que está tendo problemas com isso.

Ele era direto demais, esta era uma das principais características de Bartô Crouch. Ela ficou ainda mais envergonhada e baixou a cabeça. Então a ultima palhaçada de Victor Krum havia chegado aos ouvidos do seu patrão.

- Oh me desculpe, eu não quero ser indiscreto. E eu só levantei este assunto por que é extremamente relevante.

- Tudo bem senhor Crouch. Na verdade, sim, estou enfrentando alguns problemas por que Victor...meu ex marido não aceita o nosso divorcio.

- Isso é lamentável, mas na verdade não a chamei aqui só por isso. O que eu quero dizer é que, bem, lembra-se d questionário que vocês todos responderam há três meses?

- Sim senhor, me lembro.

- Então, aqui está o seu. E aqui diz que você gostaria de novos projetos e desafios e também diz que você gostaria de trabalhar em Londres. isto ainda vale?

Hermione franziu o cenho.

- Sim senhor, é.

- Ótimo, ótimo. E agora ao que parece você não tem mais laços que a prendam aqui não é?

Por alguns segundos ela pensou em sua família. A mesma família que apoiava o lunático do seu ex marido.

- Não, realmente.

- Perfeito. – Crouch bateu as mãos e Hermione se esforçou para não revelar o sobressalto que teve, aquilo era realmente incomum – Pois então aqui está sua chance.

Ele lhe estendeu um documento e ela não demorou a entender do que se tratava. A matriz precisava de uma decoradora para um grande projeto. Alguém com disponibilidade de horário, responsabilidade e controle emocional para lhe dar com estresse de um grande empreendimento.

E ali estava ela. Com tempo de sobra, vontade de se desafiar e principalmente desesperada por uma rota de fuga.

- Esta me convidando para integrar a equipe de um projeto da rede Malfoy em Londres senhor?

- Sim, estou. Eu sei que é algo repentino, sei que é uma mudança brusca, é um projeto demorado e que exige muito. Mas infelizmente, não poderei lhe dar muito tempo para me pensar. A matriz tem muita pressa. Se você não puder aceitar, não tem problema, mas precisa...

- Não!  - ela o interrompeu sem conseguir se conter – Não preciso de tempo senhor. Eu aceito. Na verdade, isso é tudo o que eu preciso.

- Isso é maravilhoso Hermione, mas me deixe esclarecer uma coisa, quando eu digo pressa, eu quero dizer pressa mesmo. Preciso mandar alguém para Londres em três dias.

- Estarei pronta pra viajar em um dia senhor.

Crouch ergueu a sobrancelha.

- tem certeza?

- Oh sim, eu tenho. Meus documento já estão em ordem, não há nada pendente, na verdade, só preciso cuidar da mudança.

- Certo. Acho que não há nada melhor para você no momento, que mudar não é?

- Não, não há.

Crouch tamborilou os dedos no tampo da mesa.

- E quanto ao seu filho? Não vai ter problemas quanto a custodia?

- Ah não, não terei, Victor não... – Ela parou uns minutos. – Ele não assumiu a paternidade de Joseph. Foi um período complicado e já estávamos separados, ele... não quis...

A voz dela foi morrendo e o rubor tomou conta.

- Oh certo. Eu entendo. Se é assim...Então providenciarei sua viagem. E não se preocupe com custos e nem com instalações, a empresa tem noção da escolha que esta impondo a você e arcará com tudo.

- Sim senhor. Preciso apenas de algumas horas para encontrar uma empresa de mudança e...

- Podemos cuidar disso também. Vá para casa, arrume apenas o que precisa com urgência. Até as seis horas mandarei suas passagens e horário de vôo.

- Sim senhor. Obrigada senhor...

- Você é uma jovem brilhante. Fiz questão de indicá-la. Tenho certeza que fará uma trabalho excepcional.

Hermione levantou e apertou a mão do chefe antes de se dirigir á porta. Mas parou antes de sair.

- Senhor, eu posso fazer um pedido?

- Sim, pode.

- É que... Alguém pode...pode tentar saber pra onde eu fui e...

- Não se preocupe menina. Esta informação, será confidencial.

Ela sorriu e assentiu.

Fechou rápido a porta, antes que seu chefe pudesse ver as lagrimas que rolaram. Estivera desesperada por uma saída dias antes, quando Victor Krum lhe dera o maior susto da sua vida. Agora sua chance de uma nova vida lhe caia nas mãos.

Mal sabia ela o que a esperava em Londres.

 

 

 

 

 

 

 

SEVENTEENS - POLITICAMENTE INCORRETOS

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